A TotalEnergies está num processo de substituição do seu representante máximo em Moçambique, numa altura em que se aproxima o prazo para a retoma, em definitivo, do projecto Mozambique LNG, na Área 1 da Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado. O Savana online, avança que está de saída o actual Director da multinacional no país, Maxime Rabilloud.
Está no país desde 2021, e liderou o período mais crítico, quando a petrolífera suspendeu as actividades devido aos ataques terroristas nas proximidades das suas instalações em Afungi. Mas também, a empresa ainda estava à procura de financiamento para o projecto. Adianta a publicação que o novo Director da TotalEnergies em Moçambique será Jean-Pascal Clémençon, de 56 anos. É um engenheiro de petróleo que deverá liderar a fase de construção do projecto. A mesma fonte – que dá uma visão geral do currículo do novo “homem-forte” – estima que o processo de passagem das pastas deverá levar o máximo de seis meses.
Clémençon já esteve em Maputo para iniciar o processo, nota. Em Abril de 2021, a multinacional evocou a cláusula de “Força Maior” e paralisou o andamento do projecto devido à insurgência. Em Outubro de 2025, a TotalEnergies levantou a cláusula , mas exigiu novos acertos nos prazos do projecto. Leia mais… Esta mexida na Direcção ocorre já perto do prazo estimado pelo Presidente da República, Daniel Chapo, para a retoma definitiva das actividades. Este ano, em Abu Dhabi, o Chefe de Estado adiantou que na pior hipótese em Fevereiro. “Se tudo correr bem, nos finais deste mês de Janeiro, no máximo, Fevereiro, nós podemos, portanto, retomar, definitivamente, o projecto.
Estamos satisfeitos com o andamento dos trabalhos” disse em entrevista à Bloomberg . O projecto Mozambique LNG da TotalEnergies foi aprovado em 2019, com um investimento de mais de 20 mil milhões de dólares, foi condicionado nos últimos quatro anos pelos ataques terroristas na província de cabo delgado, em 2021 na sequência de violentos ataques a petrolífera o que obrigou a suspensão de actividades, enquanto estava em curso o desenvolvimento da construção de uma central para a produção e exportação de gás natural na baía de afungi.
Com uma produção estimada em cerca de 13 milhões de toneladas anuais (mtpa) de GNL, que actualmente segundo a petrolífera está desenvolvido em 40%.

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