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Petróleo Avança 1,5% Após Novas Ameaças Dos EUA ao Irão

 

Os preços do petróleo estão a acelerar pelo terceiro dia consecutivo, impulsionados pelas crescentes preocupações de que os Estados Unidos da América (EUA), poderão realmente intervir no Irão. Numa série de novas publicações nas redes sociais, Donald Trump pressionou o regime de Ali Khamenei para terminar o seu programa nuclear ou enfrentar o exército norte-americano, numa altura em que o país continua mergulhado em protestos e os manifestantes enfrentam uma grande onda de repressão.

 Na manhã desta quinta-feira (29), o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – ganha 1,61%, para os 64,24 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 1,49% para os 69,41 dólares por barril. Os dois contratos estão a negociar em máximos de 29 de Setembro e, desde segunda-feira (26), já valorizaram cerca de 5%, à boleia de uma escalada de tensões entre os Estados Unidos e um dos maiores produtores de crude do mundo.

O Irão é o quarto maior produtor da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), com um output de cerca de 3,2 milhões de barris por dia. Qualquer ataque ao país poderia levar a uma disrupção no abastecimento de crude a nível global, levando a um aumento de preços no curto prazo uma vez que, a longo prazo, os investidores continuam focados no grande excedente previsto por uma série de agências internacionais.  Trump está a considerar as opções que tem em cima da mesa para pressionar ainda mais Ali Khamenei.

O Presidente norte-americano revelou que uma frota americana já se encontra posicionada no Médio Oriente, preparada para um eventual ataque, e existe mesmo a possibilidade de entrar em confronto directo com o actual regime iraniano, de acordo com o que vários órgãos internacionais têm reportado.  Em reacção, o Brent poderia ultrapassar os 70 dólares por barril, diz Robert Rennie, director de Pesquisa de Matérias-Primas do Westpac Banking, à Bloomberg.

No entanto, o analista continua céptico em relação a uma maior deterioração da situação a partir deste ponto, prevendo até que os preços do petróleo caiam abaixo dos 50 dólares no primeiro semestre do ano devido à oferta abundante de países como o Brasil e a Guiana.

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