Esta decisão surge semanas depois do Ministro da Defesa, Cristóvão Chume que preside a Comissão criada para averiguar a situação no terreno ter trabalhado na província de Manica, onde observou in loco o que estava a acontecer concretamente, onde se constatava um sério problema de poluição de rios e degradação de solos.
O caso levou o Governo dos Países Baixos a lançar um financiamento de 25 milhões de Euros para à ARA-Centro trabalhar na restauração dos rios poluídos.
Para além deste aspecto, é de conhecimento público que a classe empresarial ao nível nacional estava a fazer corredores para a decisão de suspensão da exploração do ouro fosse levantada.
No entanto, não se sabe até ao momento quais são as empresas que voltarão a operar nos próximos dias com está decisão tomada nesta Terça-feira (27) pelo Conselho de Ministros. De salientar que foi 16 de Dezembro de 2025 que o governo também havia decidido levantar, gradualmente, a suspensão da actividade mineira para 14 mineradoras que exercem formalmente a actividade mineira diferente da extracção do ouro, na província de Manica, centro de Moçambique.
A decisão em que foi anunciada depois da 42ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, onde o porta-voz, Inocêncio Impissa, explicou que o levantamento visa dar continuidade à actividade mineira pelas mineradoras legais, que não exerçam a exploração de ouro, e que estão em conformidade com as obrigações legais e ambientais.
A medida também visa prevenir despedimentos de trabalhadores formais, essenciais nos sectores social e económico e que contribuem no abastecimento de água potável e fornecimento de serviços. “Da avaliação feita às empresas abrangidas conclui-se que não utilizam químicos. Portanto, estas empresas cuja decisão hoje se anuncia, não utilizam químicos nos processos de exploração e processamento, não poluem rios e nem degradam o ambiente; cumpriram as normas estabelecidas”, disse Impissa, que também é ministro da Administração Estatal e Função Pública.
A 30 de Setembro último, o governo suspendeu, com efeito, imediato, todas as licenças de exploração mineira em Manica, devido à actividade mineira descontrolada que colocava em risco a saúde pública. Em Manica existem mais de oito mil mineradores artesanais, particularmente na exploração de ouro, e 36 empresas de mineração legal, e uma dezena de associações. “No entanto, há um trabalho que continua para a clarificação do grau de participação de cada um no processo [de extracção de minerais]”, afirmou Impissa, para de seguida realçar que uma equipa multissectorial está empenhada num trabalho detalhado de cada portador de licença, que explorava os minérios, para se apurar o grau de participação no processo da poluição.

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